
A ascensão ao 1º lugar no Distrital de Juniores; a eliminação da equipa “B” nas meias-finais da Taça de Évora e, nova derrota no Nacional da 3ª Divisão, marcaram o fim-de-semana do Sport Lisboa e Évora.
Campeonato Nacional da 3ªDivisão
NACIONAL DA MADEIRA - 4
SPORT LISBOA E ÉVORA/TYCO ELECTRONICS – 1
Na Ilha da Madeira a equipa sénior “A” do Sport Lisboa e Évora, realizou a sua última grande viagem neste Nacional, averbando nova derrota frente ao Clube Nacional da Madeira.
Com o seu destino praticamente traçado – a descida de Divisão, restará à equipa continuar-se a bater com a mesma dignidade que tem colocado em campo, não só para dignificar o nome do Clube, como também a própria identidade e dignidade do plantel.
Campeonato Distrital de Juniores Masculinos – 4ª Jornada
CASA DO BENFICA DE VIANA DO ALENTEJO – 1
SPORT LISBOA E ÉVORA/R_Motors/ – 2
Vitória = a liderança!
Pavilhão de Viana do Alentejo
Jogo dirigido por Luís Aires de Évora
SLE – Tó Mané; Duda (1); Fragoso (1); Luís Paulo; Figueiras – CAP.; John ; Mário; Nuno Mendes ; Ricardo e Pinelas.
O arranque da 2ª volta deste Campeonato, ficou marcado além da importante vitória do SLE em Viana do Alentejo e, beneficiando também da derrota do GD Montemor em cada frente ao Sporting de Viana, pela ascensão da equipa ao topo da classificação, com mais dois pontos que o seu mais directo adversário, precisamente o GD Montemor.
Crente não só duas suas potencialidades como também da importância da partida – perder era “proibido”, o SLE iniciou a partida jogando em 2/2 – preferencialmente, com os alas bem abertos, tentando assim criar algum fosso a meio e com isso conseguir algumas penetrações, boa parte das vezes pelo meio do terreno fruto exactamente deste sistema táctico.
Sendo evidentemente um jogo de “grande paciência” com poucas possibilidades de golo, havia naturalmente que tentar explorar também algum erro do adversário.
Dominando nesta fase do jogo, senão em oportunidades pelo menos em controlo da partida – exemplo disso é o facto do seu adversário só cerca dos 12m ter sem perigo rematado à baliza contrária.
Por seu lado a Casa do Benfica respondia preferencialmente em contra ataque, tentando aproveitar alguma desatenção do seu adversário.
Com estas características, o 0/0 verificado ao descanso acabava por se justificar.
Sabendo que a vitória era o único resultado – pelo menos em teoria que lhe interessava, o SLE iniciou a etapa complementar tentando imprimir um pouco mais de velocidade e, com isso, abrir alguma brecha na bem estruturada muralha defensiva da equipa da casa.
Num rápido contra - ataque porém a equipa da casa contra a corrente do jogo acabou por inaugurar o marcador, transmitindo alguma “injustiça” ao resultado.
Nos momentos de dificuldade é que vêm ao de cima o estofo psicológico; de carácter e de grupo de um colectivo.
Arregaçando as mangas e passando grande parte do tempo a jogar preferencialmente em 3/1, o SLE voltou a ter o domínio da partida, empurrando de forma clara o seu adversário para bem perto da sua área e, sem surpresa alguma Duda num remate indefensável acabou por repor a igualdade.
Sem baixar os braços, cerca de 5m após o tento da igualdade numa jogada confusa dentro da área dos 6m, Fragoso acaba por marcar o segundo golo do SLE, quando fartariam cerca de 10m para o final da partida.
Sem nada a perder, o técnico do Viana fez o que se lhe exigiria: pressão alta, ou seja praticamente a tentativa de marcação a campo inteiro, tentando pressionar logo junto à área adversária o portador da bola.
Com o tempo que faltava para jogar a partida ter-se-á tornado de facto mais confusa, proporcionando inclusivamente muito mais contacto físico, perdendo alguma da sua “beleza” até aí.
Este cariz da partida ir-se-ia manter até ao final, sendo que qualquer das duas equipas poderia ter marcado pelo menos por mais uma vez.
O resultado final acaba por ser justo, revelando por um lado a seriedade empregue no jogo pela Casa do Benfica, e por outro lado a grande maturidade; sentido táctico e personalidade do SLE.
No SLE seria da mais elementar injustiça destacar alguém em particular, mas isso sim o colectivo: as grandes equipas fazem-se no mais pequeno detalhe.
É evidente que face aos resultados verificados nesta jornada e a duas jornadas do fim, o SLE “terá eventualmente” dado um passo em frente rumo ao 1º título distrital da categoria, uma vez que irá receber o GD Montemor – talvez o “JOGO DO TÍTULO” em Évora em 16 de Março, encerrando o Campeonato no dia 30 também de Março e ainda em casa frente ao Sporting de Viana.
Num jogo que foi fácil de dirigir até aos 10m finais – mas depois complicou-se, o árbitro acabou em n/opinião por fazer trabalho bem aceitável.
É verdade que não tem a Associação mais Árbitros para nomear para estes jogos, mas atendendo ao facto de ser um Campeonato curto em que está em discussão a presença – pela 1ª vez, do representante não só de Évora como do Alentejo na Taça Nacional, bem se justificava um esforço adicional.
TAÇA DISTRITO DE ÉVORA – Meias-finais
CASA DO BENFICA DE VIANA DO ALENTEJO – 8
SPORT LISBOA E ÉVORA”B” – 5
Justo mas Exagerado. . .!
Pavilhão do Sport Lisboa e Évora
Jogo dirigido pela dupla de Manuel Quadrado/Vítor Rego
SLE – Pedro – Cap. ; Carlos Rosa(2); Duda ; Gonçalo; Fábio ; Luís Lourenço ; Luís Figueiras; Ricardo Ludovino (3) e João Correia.
Uma semana depois de se terem encontrado para o Campeonato, os mesmos adversários jogaram em Viana do Alentejo a passagem à final.
Acabou por ser um jogo algo parecido ao disputado em Évora, com um senão: em vez do 3/0 de Évora quase ao descanso por parte do SLE, nesta partida o SLE fazendo uns muito interessantes 10m inicias, acabaram por dominar o jogo e o 0/1 a seu favor era lisonjeiro para a equipa da casa.
Depois, bem aconteceu o que ainda não tinha acontecido com esta equipa; o SLE “desapareceu totalmente do jogo”, aproveitando e bem o seu adversário por aproveitar e muito bem a ausência alheia, fazendo até ao descanso e quase de rajada uns exagerados 5/1 ao intervalo.
Apostando num esquema de jogo simples – contar ataque com a bola lançada em profundidade pelo Guarda-redes para o seu colega mais adiantado – qual pivot de andebol, baralhou claramente uma equipa falha de ideias e de iniciativas.
Continuando “ausente do jogo” no arranque da 2ª parte e mantendo-se as características da etapa inicial, SLE rapidamente se viu a perder por uns claros 1/7, chegando a pairar o espectro da goleada: um time – out bem sucedido; o aparecimento da equipa nomeadamente de Ricardo Ludovino, permitiu ao SLE apoquentar de forma bem clara o seu adversário, ao chegar aos 5/7 ainda com algum tempo para jogar.
No entanto já seria pedir talvez demais a equipa depois de tamanho esforço vindo o resultado final a ser alcançado nos instantes finais.
O SLE sai da prova de cabeça bem erguida, deixando uma excelente imagem do valor da equipa: a mesma já provou ter categoria e estofo para voos maiores, assim haja boa vontade de quem de direito.
Quanto à Casa do Benfica assentando a sua estratégia no que já foi descrito, teve no entanto dois valores que fizeram a diferença: o Guarda-redes Pires não só pelo que defendeu como nas “quebras” de jogo que conseguiu
e bem, além de Pepe que aproveitou e bem a sua velocidade e o desnorte do adversário.
Arbitragem sem problemas de maior.
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